em-vindo ao AlfonsoHerrera.org, seu melhor recurso sobre o ator mexicano conhecido por Hernando na série da Netflix Sense8 ou como Padre Tomás Ortega na série da FOX O Exorcista, ou graças à telenovela Rebelde, onde, como Miguel Arango ele recebeu grande reconhecimento em todo o mundo.
Projeto Mais Recente

Sociedade dos Poetas Mortos
Alfonso é John Keating
(Teatro Libanés, Cidade do México)
Archive for the ‘Teatro’ Category
  Lívia   abril 02, 2018   83 views

Podemos encontrar Alfonso Herrera na capa da revista Open México do mês de abril com uma entrevista exclusiva que a revista fez com ele, para divulgar seu mais recente projeto, sua volta aos palcos do teatro com a peça A sociedade dos Poetas Mortos. Vocês podem ler a entrevista completa abaixo, assim como ver a sessão fotográfica.

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Ator a prova de tudo

Na véspera de sua despedida do seu personagem em Sense8, o ator também deixa de lado sua batida de exorcista para entrar na pele de John Keating, um professor de literatura que sacode a vida dos alunos na obra A Sociedade dos Poetas Mortos…

Para muitos seria difícil conciliar a ideia de uma ex-estrela pop e protagonista de uma série em uma importante cadeia estado-unidense com a pontualidade e disposição que “Poncho”  teve nessa sessão fotográfica. Durante a conversa, comprovamos que não é apenas um profissional, mas também um artista que não nega seu passado e que continua se emocionando com os projetos em que se envolve.

Você começou no teatro há 17 anos e volta agora com a peça A Sociedade dos Poetas Mortos. Porque essa obra?
Eu tinha muita vontade de trabalhar com Francisco Franco. É um diretor muito completo que fez projetos televisivos de grande qualidade, entendendo perfeitamente o formato e os tempos. Sua obra prima – Queimar as naves – ganhou dois prêmios Ariel e eu gostei muito das peças teatrais que ele fez. A adaptação que fez de “Tudo sobre minha mãe” para o teatro foi incrível.
Por outro lado, voltar a trabalhar com Claudio Carrera e Tina Galindo me encanta. São pessoas muito sérias, que entendem perfeitamente a arte e esta é uma obra que nos ajuda a recordar o que é que realmente nos motiva, nos move e nos inspira. A peça fala de poesia e eu tive que entrar um pouco mais nos românticos – Walt Whitman e Percy Bysshe Shelley — e conhecer mais do seu trabalho, porque John Keating — o personagem principal – se apoia nesses poetas para inspirar os seus estudantes. Acho que a conjuntura que vamos passar esse ano é bastante peculiar e uma história dessa natureza pode ajudar a nos recordar o que nos move e perguntar-nos: o que sacrificamos para realizar o que gostamos?

Do valentão de Amar te Duele ao padre Tomás de O Exorcista, com quais momentos você fica da sua trajetória? 
Eu acho que com todos. Desde o primeiro filme até Rebelde, que me deu a possibilidade de viajar por toda América Latina e ter uma grande exposição. Isso é algo que eu agradeço muito. Seu passado faz parte do que você é e enquanto continua caminhando, vai projetando até onde você quer ir.  Por exemplo, La Dictadura Perfecta foi algo muito importante na minha carreira e agradeço profundamente a Luis Estrada porque era algo muito arriscado pela conjuntura que estávamos vivendo naquele momento, e acho que havia um fundo muito potente e assumi essa responsabilidade, com uma mensagem que eu tinha que transmitir.

Sua primeira intenção foi ser piloto e desse sonho nós saltamos ao projeto falido de Urban Cowboy. Como foi essa experiência?
Foi uma experiência interessante, porque depois de fazer Sense8, começaram a se abrir portas. O mercado Norte-americano é difícil, mesmo que você tenha feito coisas importantes no seu país, realmente esse mercado não importa tanto para eles. Recebi um convite da Fox para me reunir com a equipe de elenco e produtores da cadeia, onde me ofereceram Urban Cowboy e me pareceu interessante pela oportunidade de trabalhar com Jim Belushi. Eu o vi atuar em um monólogo com cinco câmeras que no final das contas nunca apareceu, mas foi incrível. Também me entusiasmava trabalhar com Craig Brewer (Hustle & Flow), mas foi algo que ficou por aí e eu me senti satisfeito ao ver o resultado. Depois – por decisões alheias a mim – não se concretizou, mas gerou uma boa relação com a Fox e me convidaram para trabalhar em O Exorcista. A mesma equipe de elenco me levou ao showrunner Rolin Jones (Weeds, Amy Given Sunday), com Jeremy Slater e Rupert Wyatt (Rise of the Planet of the Apes). O fato de trabalhar e compartilhar cenas com Ben Daniels e Geena Davis foi genial.

Não te deu medo fazer um clássico como O Exorcista?
Eu comentei com Rolin e ele disse: “Se fizermos o segundo melhor exorcista, já teremos ganhado”, porque alcançar o filme é realmente complicado. É o santo gral do cinema de terror e um dos grandes filmes da história. Quando me apresentaram o piloto, eu disse aos meus agentes e manager: “Isso é uma péssima ideia”. Como você pode se introduzir num projeto inspirado em O Exorcista? É muito perigoso. Mas comecei a ler e a entender os personagens e a ver essa conexão com o filme e a hipótese de o que ocorreu 30 anos depois, seguindo o caminho de um jovem sacerdote passando por uma crise de fé e essa dupla que ele faz com outro sacerdote mais experiente. Fiz o piloto sabendo que tinha que passar por muitos filtros e depois de passar, dissemos: Isso é genial! Recebemos críticas muito boas e o mesmo estúdio nos motivou a continuar.

Demorou a emplacar?
Sim. Demorou para ficar conhecida porque era em um horário complicado (sexta-feira pela noite), mas foi avançando apesar disso e já temos uma segunda temporada.

Haverá uma terceira?
Não sabemos. Estamos dependendo da fusão Fox/Disney. Não sabemos se vai chegar gente nova que valorize os conteúdos. Quem sabe se o Mickey Mouse vai gostar do Exorcista.

Foi difícil pra você trabalhar em inglês?
No começo o estúdio estava um pouco preocupado pelo meu sotaque. Eu falava que se queriam um padre mexicano, para que iriam modificar meu sotaque (porque queriam algo mais americano). Tanto os produtores como o diretor decidiram que teria um sotaque mais mexicano e que isso seria um trunfo para a história, trazendo um contexto bastante sólido e real.

Como foi trabalhar com as irmãs Wachowski?
Incrível. Estou muito agradecido com Lana, Lilly e James (McTeigue) porque tiveram muita paciência. Especialmente nessa segunda temporada, Lana foi muito generosa porque eu estava filmando a segunda temporada de O Exorcista enquanto eles faziam o especial de duas horas de encerramento de Sense8. Ver como Lana e Lilly Wachowski trabalham e trabalhar com John Troll – um dos fotógrafos mais importantes do mundo, foi espetacular.

Como você vê essas novas plataformas e a oportunidade que dão de produzir material sem as restrições da televisão aberta? 
Acho que é uma boa oportunidade para democratizar os meios: é possível ver os conteúdos no momento e nas plataformas que você quiser. Não precisa estar sentado em um momento específico, nem esperando que alguém mais siga quando e com quantos anúncios você tem que ver.  Seus olhos tem certa liberdade, por assim dizer, e isso é algo que eu aplaudo bastante porque todo mundo quer entrar nessa onda.

Antes de surgir #MeToo, que sacudiu a indústria do entretenimento, você estava envolvido em causas de reivindicação feminista, como #HeForShe. Em que momento isso se tornou importante pra você?
O feminismo é uma luta de direitos humanos e acredito que todos somos iguais. Todos merecemos ter os mesmos direitos e não devem haver diferenças. Se eu tenho a oportunidade de ter um microfone para dizer algo sobre isso e apoiar estas e outras causas, então o farei.

E para o futuro? Existem planos para outra temporada de La ciencia de lo absurdo ou para fazer cinema?
Acredito que sim. Se for feita, será a sexta temporada da série, e se isso acontecer vamos compartilhar no momento certo. Além da peça de teatro, estou planejando fazer uma série no México e, terminando, um projeto cinematográfico.

  Lívia   novembro 01, 2017   254 views

Na revista Maxwell México de novembro 2017 podemos encontrar uma entrevista que fizeram recentemente com o ator mexicano, por conta da estreia da segunda temporada de O Exorcista. Leia abaixo.


Arte e ofício de um ator fora de série

Alfonso Herrera está vivendo um dos melhor momentos da sua carreira. Imparável, motivado e comprometido, se transformou em um dos atores mais conhecidos na nova onda de séries televisivas e, como se não fosse o bastante, há pouco tempo estreou como pai do pequeno Dani, que assegura ser a melhor experiência que já aconteceu na sua vida. 

Quando Alfonso Herrera tinha 17 anos, viu seu futuro na aviação, por isso quis estudar em San Antonio, Tx. Porém, a atuação apareceu circunstancialmente em vários momentos da sua vida e não é algo que cause conflitos, pelo contrário. Desde suas primeiras telenovelas até hoje em dia (envolvendo-se em projetos realmente exitosos), Alfonso demonstrou que nasceu para estar na frente das câmeras.

Com sua participação nas séries Sense8 da Netflix e The Exorcist da FOX, Alfonso desafiou seu talento e ficou muito bem internacionalmente. Precisamente, The Exorcist é o que o mantém ocupado agora. Quando fizemos essa entrevista, Alfonso estava no Canadá para as filmagens da segunda temporada.

A série conseguiu excelentes opiniões, é inspirada na novela e nos filmes homônimos, um ícone do drama e do terror. Alfonso interpreta o padre Tomás, que precisa lutar contra diversas forças malignas. Enquanto o projeto demonstrou que as coisas bem feitas podem cativas um mercado que gosta de um gênero específico, Alfonso comprovou que os latinos podem fazer diversos tipos de papeis, não só aqueles que tem a ver com esteriótipos desgastados.  “Na primeira temporada havia uma ligação muito forte com o filme original de 1973. Porém, nessa segunda temporada estamos nos afastando um pouco mais do original. Estamos navegando com mais liberdade, explorando novas áreas geográficas nos Estados Unidos; a primeira temporada foi em Chicago e a segunda foi no noroeste, que é toda essa parte de Seattle e Montana. São duas atmosferas completamente diferentes, o que torta isso muito mais interessante e rico (com) esse contraste”, assegura Herrera.

O capítulo e inclusive uma parte do primeiro episódio de The Exorcist foram filmados na Cidade do México, de onde se originou o personagem de Alfonso, e ele desencadeou rumores de que uma terceira temporada poderia ser desenvolvida no País. “Falando um pouco com o criador da série e o produtor, disseram que provavelmente gostariam de explorar a parte norte americana da cultura católica e que isso poderia ser um elemento muito interessante para incorporar na série. E bom, isso aconteceria se avançarmos para uma terceira temporada. Ainda falta muito tempo”, assegura Herrera.

Como você consegue ter um leque tão amplo de possibilidades interpretando personagens tão diferentes entre si?
Eu acho que, antes de tudo, desfrutando. Eu desfruto muito o que eu faço e desfruto muito a criação dos meus personagens. Realmente é muito divertido, me divirto muito tanto no processo como na criação, na interpretação; fazer históris diferentes, buscar histórias e personagens interessantes.

Considera que representa um perfil de ator latino diferente, atual e moderno? 
Considero que em muitas ocasiões existe uma visão muito limitada do que nós, como mexicnos, representamos para os networks e para todas as cadeias de televisão (…). Basta ver alguns programas de televisão e alguns filmes para perceber essa visão tão clichê do que eles acreditam que somos. E algo que eu gosto bastante, especialmente tanto em O Exorcista como no personagem que interpretei em Sense8, é que são latino americanos, são mexicanos que não representam esse clichê e essa imagem equivocada na qual nos posicionam. Nós, como mexicanos, temos uma cultura realmente rica, temos cosas muito valiosas e acho que nesses projetos tanto os criadores como os escritores nos deram, como latinos, a possibilidade de compartilhar algo muito mais aterrizado, que mostra algo tridimensional, não algo caricaturesco, por assim dizer. E é algo que eu celebro.

Como ator, com que tipo de projetos você sonha?
Mais do que um projeto específico, trato de ser coerente com o que eu quero compartilhar e expressar. Eu acho que é importante escolher os projetos, e não digo como latino americano, porque eu tive a sorte e a possibilidade de trabalhar nesses lares. Somos responsáveis pelos papeis que escolhemos para que conheçam o que somos (…). Mi única meta é continuar avançando, seguir trabalhando sem importar qual seja o rumo: para o norte, para o sul, leste ou oeste. O que me importa é procurar histórias e personagens interessantes, que possam transformar ou dizer algo.

Em algum momento você gostaria de entrar na produção o escrever algum filme ou série?
Não sei, provavelmente. Acho que para poder entrar com tudo em uma produção e poder estar do outro lado da câmera, você precisa encontrar um projeto que te tire o sono e algo que realmente te preencha e você diga ‘Isso! Vou entrar 100% nisso!’ e acho que isso ainda não chegou e nesse momento eu valorizo muito o sono, principalmente com um pequenino de alguns centímetros.

Como foi a experiência de ser pai?
Foi a montanha russa mais incrível e interessante. O mais incrível que me aconteceu. O processo é o que mais te ensina; é o maior aprendizado da minha vida.

Você teve que trocar fraldas?
Tudo. Absolutamente de tudo.

Em que entorno você gostaria que seu filho crescesse?
Eu gostaria de viver em uma sociedade que respeita as diferenças, que valorize as diferenças. Acho que nesse momento estamos vivendo momentos obscuros e um pouco tenebrosos (…). Basta abrir um jornal ou uma revista e você vai perceber o caos em que estamos metidos. Estou seguro de que, em algum momento, quando passarmos por tudo isso, vamos voltar a esse ponto e eu espero que meu filho possa ser testemunha de um mundo mais respeitoso.

Você acha que pode haver uma mudança de consciência, voltar à origem?
Sim, acho que sim. Eu acho que as gerações que virão vão aprender com os erros que nós cometemos. E acho que absolutamente todas as gerações fazem isso (…). Espero que não voltemos ao ponto em que nos encontramos agora, é um mundo tão peculiar o que nos encontramos nesse momento (…). Foi um ano cheio de mudanças para nos adaptarmos, e nessa adapção encontramos muitos aprendizados. Acho que foi um ano muito complicado (…) com tantas situações que aconteceram, desde o terremoto, os furacões, Trump, todos esses movimentos que ocorreram na Europa – quase quase chegando ao fascismo -. Foi um ano extremamente duro. E volto ao mesmo ponto, espero que não voltemos a isso jamais.

 

Após o inesperado corte da série Sense8, a Netflix decidiu filmar um último capítulo especial que durará duas horas; Com filmagens na Europa, Alfonso passará, dessa forma, os últimos meses de 2007 com uma dinâmica complicada, porque, por um lado, também precisa estar no Canadá para as filmagens de The Exorcist. Logo estará de volta ao México para as gravações da quinta temporada do programa de comédia La Ciencia de lo Absurdo, assim como para começar a ensaiar para uma peça de teatro.

Revista Maxwell

  Lívia   março 17, 2017   41 views

A revista Vanity Fair México reuniu 16 talentos mexicanos que conquistam o país e ultrapassam fronteiras, entre eles, Alfonso Herrera.  Leia a nota abaixo e veja o scan em nossa galeria.


O ÊXITO: Depois de fechar com chave de ouro o ano de 2016 graças a série The Exorcist, o intérprete enfrenta um 2017 cheio de desafios: “No começo de maio eu estreio uma peça de teatro e a segunda temporada de Sense8 por Netflix“, nos contou. Também estará nos cinemas com o filme The Chosen.
IDEOLOGIA:México foi berço de grandes talentos. O mexicano tem uma astúcia única para resolver e seguir adiante, para rir de si mesmo, da morte e das incontáveis crises econômicas em que estivemos imersos”, defende Herrera.
O DESAFIO:Neste momento virão desafios difíceis porque estão sendo geradas ideias escuras no norte, mas, dependendo do ponto de vista, é uma grande oportunidade de mudança. Assim pensa o mexicano”, afirma o ator.

Vanity Fair México, Março 2017

  Lívia   janeiro 30, 2017   55 views

A volta de Alfonso Herrera ao teatro será com a companhia do ator mexicano Diego Luna. A peça é ‘A Sociedade dos poetas mortos‘, conhecida por conta do filme protagonizado por Robin Williams em 1989, adaptação do livro homônimo. Narra a anedota de um professor que, utilizando a poesia, inspira uma transformação na vida dos seus alunos. Sem informações oficiais a respeito, Alfonso poderia vir a interpretar Todd Anderson, um aluno que desencadeia o drama da história.

Produzida por Tina Galindo e Claudio Carrera, a obra terá estreia no Teatro Insurgentes, supostamente, no final do mês de Junho, e os ensaios poderiam começar no próximo mês de abril, na Cidade do México.